See you later!

Ao fundo, a cidade de Brighton vista do peer
Quando decidi deixar o Brasil e morar na Inglaterra meu principal objetivo, obviamente, era aprimorar o conhecimento na língua mais falada no mundo. A quatro dias de deixar o Reino Unido, faço um balanço de tudo o que aprendi, não só sobre o idioma.
Saio daqui com capacidade suficiente para entender um discurso de George W. Bush, debater sobre variados assuntos desde política a futebol, e ler, sem problemas, qualquer jornal ou revista. Isso não quer dizer que estou falando inglês fluentemente. Acredito que para isso é necessário, no mínimo, um ano morando neste país. Por isso penso que minha estadia em terras britânicas pode não ter acabado. Calma! Não pretendo estender minha viagem.
Na Inglaterra aprendi o que é viver em um país de Primeiro Mundo, onde os impostos são caros, mas são cumpridos, o transporte público é excelente, as pessoas são educadas, há segurança e não tem desemprego. Entretanto, não aguentaria ficar uma semana a mais por aqui!
Jamais aceitei a possibilidade de morar aqui por vários anos, como muitos brasileiros fazem com o objetivo de ganhar dinheiro, seja qual for o trabalho. A verdade é que sou um apaixonado pelo nosso país. Amo a irreverência da nossa gente, nosso clima, nossas praias, nossas festas, o nosso futebol, nosso carnaval, a nossa persistência e a nossa esperança. Tenho saudade até dos nossos defeitos.
Em razão disso, volto muito contente para os braços da minha família e dos meus verdadeiros amigos, que estiveram junto comigo durante todo esse tempo, mesmo à distancia. Sobre o meu futuro, não faço a menor idéia de como vai ser. Quem sabe um dia eu volto pra cá ou vá para outro país se tiver outra oportunidade?
Obrigado a todos que prestigiaram esse blog ao longo desses seis meses, comentando ou apenas lendo. Quando voltar ao Brasil, pretendo mantê-lo vivo, mas ainda não sei como.
Por enquanto é só. O próximo passo é arrumar a mala, pegar a Carla no aeroporto e começar nosso "tour europeu". Sábado, dia 15 de abril, desembarco no Brasil.
Escrito por Alemão às 22h25
[]
[envie esta mensagem]

Pictures

Brighton

Brighton

Westminster Abbey, em Londres

Tower Bridge ao fundo

London Eye

Chegando o Natal

Amigo-secreto com brasileiros e mais uns gringos



Brasileiros em um pub de Brighton

Marco, o mexicano

Claudio, o chileno

Rapaziada no pub

Ricardo e Alemão no Royal Pavilion, em Brighton
Escrito por Alemão às 22h24
[]
[envie esta mensagem]

Off Topics

- Espero que todos tenham aproveitado bastante o carnaval. Bebendo, dançando, "pegando" ou descansando. Aqui minha única folia foi jogar videogame, já que o frio inglês continua irritante.
- Na semana passada, fui a um restaurante brasileiro aqui em Brighton. Pela primeira vez, tive o prazer de saborear uma deliciosa feijoada e um refrescante Guaraná Antarctica fora do Brasil. Paguei um pouquinho caro, mas valeu a pena.
- Infelizmente aquele estágio na página de Esportes de um jornal daqui não deu certo. Porém, nessa semana, comecei a estagiar numa revista mensal de entretenimento, a News Current. Espero ampliar meu conhecimento e utilizá-lo quando voltar ao Brasil.
- Conhecer a BBC, maior rede de televisão do mundo, era um dos meus objetivos. Há um mês, minha escola nos levou para uma visita à matriz da emissora. Já conhecia as instalações da Band, Cultura, SBT e Gazeta, mas posso afirmar que nada se compara ao canal britânico. Pena que é proibido tirar fotos dentro do local.
- Na semana passada, assisti ao jogo Barcelona x Chelsea num pub com mais de 200 pessoas. Foi uma experiência sensacional torcer para o time catalão ao lado de estudantes do mundo inteiro e, principalmente, ver os ingleses revoltados. Nos minutos finais da partida, cantamos "Barça, Barça" e gritamos "Olé".
- Noite de sábado na balada? Claro que não. Eu, Marco (mexicano) e Cláudio (chileno) fomos a uma corrida de cachorros. Eu nem sabia que isso existia e fiquei surpreso ao ver o quanto é popular por aqui. Os resultados saem até nos jornais. Apostei em cinco corridas, uma libra cada uma, e não acertei um vencedor sequer. Estou pensando em trazer a Pipoca pra cá e ganhar uns $$$.
- Por falar em cães, é incrível a qualidade de vida de um cachorro por aqui. Podem urinar nas ruas à vontade (humanos tomam multa), são tratados como pessoas e até, pasmem, podem usar transportes coletivos. Isso mesmo. É bem comum ver cães pegando ônibus e passeando pela cidade. Com seus respectivos donos, é claro.
Escrito por Alemão às 18h24
[]
[envie esta mensagem]

Com licença, é minha vez de jogar com o Brasil

Certo dia, antes de viajar para a Inglaterra, estava jogando Winning Eleven com meu amigo Daniel Ragoneti quando decidimos que ninguém jogaria com a Seleção Brasileira, já que era a melhor equipe do game. Naquela hora, ele me disse: "Quando você for para a Inglaterra, vai ver a molecada toda brigando pra jogar com o Brasil. Vai ser engraçado". Dito e feito. Percebo, dentro de minha própria casa, que o Daniel tinha razão.
Mesmo sendo brasileiro e o dono do videogame, meu colega mexicano Marco não me deixa encostar o dedo na nossa seleção. Tenho que optar por Itália, Argentina ou França. Isso simboliza um pouco do que o futebol do nosso país representa no exterior.
Pra quem não lembra, logo que cheguei aqui escrevi sobre a constante pergunta “Do you play football?” quando dizia qual era a minha nacionalidade. Até então não havia nada de estranho, pois sabia que nosso país era a maior potência mundial nesse esporte. Porém, hoje percebo que a relação entre o Brasil e o futebol do resto do mundo é mais forte do que eu imaginava.
Dentro de tudo o que chamou a atenção sobre o assunto, destaco o exemplo de um colombiano que disse torcer apenas para a Seleção Brasileira. Isso mesmo. Ele não tem nenhum clube favorito, muito menos a seleção de seu país. Uma colega húngara, da minha classe, também ama nosso futebol. Na parede de seu quarto, na Hungria, há uma bandeira do Brasil pendurada. Além disso, semanas atrás, seu pai foi até a Espanha assistir a um jogo do Real Madrid porque queria conhecer o Robinho (gente rica é outra coisa, né?).
Se você conversa com algum inglês que gosta de futebol, ao dizer que é brasileiro, por incrível que pareça, ele passa a te tratar com mais respeito. O interessante é que a atual seleção da Inglaterra é considerada por muitos daqui como a melhor de sua história. Mas todos são unânimes ao afirmarem que não há a menor chance de ganharem do Brasil na próxima Copa.
Outro fator interessante é a opinião de todos a respeito de Ronaldinho Gaúcho. Certamente ele é o maior "embaixador brasileiro" pelo mundo. É ídolo de brasileiros, ingleses, alemães, mexicanos, etc. Muitos já afirmam que é melhor que o Maradona, como meu host-father Tommy. Outros dizem que ele irá superar o Pelé. Vale a pena esperar.
Aliás, quando se fala da disputa entre Pelé e Maradona, creio que quase todos os europeus preferem o brasileiro. Entre os latinos, em geral, a opinião é dividida. Mas quando converso com os argentinos, não querem saber nem de Maradona, nem de Pelé. Atualmente, eles se interessam apenas pelo Corinthians. A culpa não é minha.
Escrito por Alemão às 22h29
[]
[envie esta mensagem]

Rótulo vencido

Queen Elisabeth II
Sorry. Please. Excuse me. Thank you. Cheers. Antes de conhecer o Reino Unido, a impressão que eu tinha a respeito do povo britânico era a de pessoas muito educadas, extremamente sérias e um pouco arrogantes. Depois de cinco meses vivendo na "terra da Rainha", percebi que meu conceito era um pouco precipitado. Reconstruindo meu pensamento, retiro os advérbios e afirmo que eles são educados, sérios e, talvez, frescos.
Desde que comecei a trabalhar no cinema, passei a ter mais contato com os ingleses. Nesse período, as palavras que mais escutei foram sorry e thank you. Se estou no meio do caminho de alguém, me pedem desculpas. Se estou varrendo pipoca na escada, me agradecem.
Como qualquer cidadão fora de sua cidade, ou de seu país, no começo tive algumas dificuldades com localização, transporte, língua, etc. Em todas as oportunidades que pedi algum tipo de informação, os britânicos sempre se mostraram educados e atenciosos, tentando resolver o meu problema. Até então, eu tinha um certo receio de sofrer algum tipo de xenofobia, afinal há milhares de estrangeiros morando aqui em Brighton.
Por outro lado, ainda no quesito educação, o ponto negativo fica por conta dos adolescentes. É comum ver jovens entre 12 e 18 anos fazendo algum tipo de algazarra (de onde tirei essa palavra?) em locais públicos, faltando com respeito aos próprios pais, pessoas idosas e estrangeiros. Talvez seja conseqüência da forte influência da televisão, dos jornais sensacionalistas ou dos Estados Unidos.
Quanto à seriedade do povo britânico, creio que ainda estão uns dois séculos distante de nós, brasileiros. Tanto para o lado bom quanto ruim. Como já escrevi antes, eles não sabem festejar e não têm um terço da nossa alegria e improviso. Uma das coisas que mais me incomoda é ver crianças jogando futebol de terninho e gravata numa escola próxima à minha casa.
Falta de improvisos à parte, há de se destacar que, como diz a lenda, aqui as empresas públicas e privadas, transportes, polícia, parques, estádios, lojas e escolas funcionam correta e pontualmente.
Os britânicos ainda são conhecidos como arrogantes. Não só na América, mas no resto da Europa também. É um rotulo que carregam há alguns séculos. Já eu trocaria a palavra “arrogantes” por "frescos" ou "são-paulinos".
Por exemplo, mesmo fazendo parte da Comunidade Européia, aqui é o único país onde o Euro não é aceito. Eles acreditam que a Libra é a melhor moeda do planeta. Além disso, fazem questão de manter todo o trânsito invertido, com a direção do lado direito do carro, diferente do resto do mundo.
Vale lembrar que a Rainha Elizabeth II continua sendo o principal símbolo do Reino Unido, apesar de ter menos poder do que eu tinha quando trabalhava na Prefeitura de São Paulo. São pequenos fatores que contribuem para a conservação dessa imagem de prepotência.
Em geral, prefiro 100% o estilo de vida do brasileiro, aquele “que não desiste nunca”. Mesmo sabendo que fisicamente me pareço mais com um lorde britânico, minha alma é a de um boêmio paulistano (no bom sentido, é claro). Sem contar que levamos vantagem uma vez que os ingleses jamais terão a nossa alegria. Mas acredito que, mesmo a longo prazo, ainda iremos absorver a seriedade deles.
Escrito por Alemão às 00h02
[]
[envie esta mensagem]

Writing, reading and money

BBC Television Centre
Nos últimos dois meses, conversei com alguns amigos de faculdade pela internet e notei que alguns deles estão, de certo modo, descontentes com a profissão de jornalista que escolheram. Alegam que gostam do que fazem, porém, o reconhecimento e o salário não são compatíveis com a quantidade do trabalho. Fui questionado sobre como é viver aqui na Inglaterra, o custo de vida, oportunidades de emprego, etc. Pra quem está insatisfeito com o jornalismo no Brasil e pensa em vir pra cá para trabalhar como garçom, vendedor ou faxineiro, meu conselho é que venha sim, mas para trabalhar como jornalista.
Obviamente não será uma tarefa fácil. Afinal para isso você precisa do total domínio da língua inglesa, falada e escrita, o que demora de um a dois anos para se obter. Entretanto, depois desse obstáculo, é só mandar o currículo e esperar ser chamado.
Economia e educação são dois pontos fortes do Reino Unido. Ao contrário do Brasil, a maioria das empresas abertas aqui é bem sucedida. Isso também vale para a área da comunicação. Há centenas de marcas de revistas dos mais variados assuntos, muitos jornais - principalmente tablóides-, e diversos canais de televisão (por assinatura). Todos bem estabelecidos no mercado. Isso ocorre por dois motivos: o povo inglês tem dinheiro para comprar revistas, jornais e TV a cabo e, principalmente, eles têm o hábito da leitura.
Uma das coisas que mais me surpreendeu aqui em Brighton é a grande quantidade de lojas de livros. Apenas no centro da cidade (que é muito menor que Santo André) deve haver cerca de 30 livrarias. Outro fator que chamou a atenção é que, nestas lojas, pode-se ler o jornal do dia, a revista da semana e até mesmo os próprios livros. Você pode sentar em uma mesa e saborear um cappuccino lendo a biografia do Maradona (eu fiz isso), o The Sun ou a Playboy (isso eu não fiz). E essas livrarias ficam lotadas todos os dias. Definitivamente, jornalismo aqui é um grande negócio.
Em menos de dois meses eu retorno ao Brasil desempregado e com um diploma na mão. Estarei aberto a qualquer tipo de oferta na minha área, mesmo sabendo que existe uma grande possibilidade de ganhar menos do que ganho varrendo pipoca no cinema. A minha esperança é que o meu "inglês" realmente faça diferença na procura de um novo emprego.
Escrito por Alemão às 13h41
[]
[envie esta mensagem]

Off Topics

Ronnie O'Sullivan
- Em menos de um mês promovendo a nova escola de inglês, já conseguimos fisgar mais de 15 alunos. O trabalho é árduo, já que a English Focus não tem nenhuma estrutura em comparação às grandes escolas de Brighton. Enquanto isso, o rapaz que entraria no meu lugar no cinema não deu conta do recado. Resultado: fui chamado novamente pra trabalhar nos fins de semanas.
- O principal motivo de eu trabalhar tanto aqui na Inglaterra é que, ao final do meu curso, no meio de março, a Carla vem pra cá e iremos viajar por vários países da Europa. Por isso, estou economizando ao máximo o que ganho e tentando evitar a falência dos Coleti no Brasil.
- Mesmo guardando dinheiro pra viajar com a namorada, a tentação falou mais alto na última semana. Por apenas 100 libras (uns 400 reais) comprei um Playstation 2 pra me divertir por aqui e depois levar pro Brasil. Agora quero ver quem irá me superar no Winning Eleven.
- Quando voltar ao Brasil, uma das coisas que sentirei mais falta serão os campeonatos de sinuca transmitidos pela TV. Uma vez por mês, a BBC reúne os melhores jogadores de snooker do planeta e transmite partidas para todo o Reino Unido, durante uma semana, no horário nobre. Meu mais novo ídolo é Ronnie O'Sullivan, o melhor jogador de sinuca do mundo.
- Depois da passagem de ano, praticamente todos os meus amigos brasileiros daqui retornaram ao Brasil. Dos novos que chegaram, até agora não fiz amizade com nenhum. No momento, meus melhores amigos são todos latinos, principalmente mexicanos e chilenos. Portanto, não estranhe se eu não aprender inglês, esquecer o português e falar em espanhol quando eu voltar.
- Não sei se é a alimentação, se é porque tenho caminhado bastante, se é o clima ou o humor, seja lá o que for, desde que cheguei na Inglaterra já emagreci sete quilos. Se seis meses são suficientes para aprender inglês, eu não sei. Mas para entrar em forma, isso eu garanto.
- O Big Brother britânico terminou na semana passada. Na verdade, foi uma espécie de Casa dos Artistas com atores, músicos e até o ex-jogador de basquete Denis Rodman. E como toda Casa dos Artistas que se preze, uma tal de Chantelle Houghton, completamente desconhecida, levou o prêmio.
Escrito por Alemão às 10h43
[]
[envie esta mensagem]

Faxineiro, marketeiro e, enfim, jornalista

Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora em atualizar o blog. Minhas últimas semanas aqui em Brighton foram bastante confusas com relação aos meus empregos. Uns 15 dias atrás, minha idéia era fazer um post sobre a rotina do meu trabalho no Cinema Odeon. Porém, nesse período, parei de trabalhar lá, voltei e parei novamente. Por outro lado, arrumei outro trampo. Passei a fazer a promoção de uma nova escola de inglês. A outra novidade é que, em poucos dias, começo estágio num jornal da região.
Seis semanas foi o período que durou minha aventura como faxineiro no Odeon. Tempo suficiente para fazer um “pezinho-de-meia” (na verdade, sair do prejuízo), ter contato mais direto com os ingleses e aprender algumas "técnicas de limpeza", com as quais posso ajudar a Evanira e a Socorro quando retornar ao Brasil. Entretanto, todo esse tempo foi suficiente para me estressar.
No começo, estava animado com o emprego, com o salário e, principalmente, porque era período de férias escolares e quase todos os estudantes estavam viajando. Eu não queria ficar no ócio durante essa temporada. Mas quando as aulas voltaram, ficou evidente a incompatibilidade do trabalho com a escola.
Diariamente, eu saía de casa às 8h e retornava às 22h. Nesse intervalo, minhas refeições eram dois lanches de presunto, um no almoço e outro na janta. Passava o dia carregando uma irritante mochila com material escolar, roupa, sapato e comida, além de ter perdido a vontade de sair, me divertir e até de tomar uma cerveja. Decidi parar de trabalhar no cinema, pelo menos durante a semana, e apenas fazer alguns "bicos" de sábado e domingo, por meio da agência de empregos.
Três dias depois de ter deixado o Odeon, recebi um telefonema da agência perguntando se eu gostaria de continuar trabalhando no cinema apenas em fins de semana. Aceitei e logo no primeiro sábado o chefe de limpeza avisou que não precisaria mais de mim, que a agência havia cometido um erro ao me chamar. Depois de começar, parar e recomeçar... parei novamente.
Paralelamente, há duas semanas, um amigo me avisou que uma senhora queria promover sua nova escola de inglês e procurava alguém para distribuir flyers de divulgação. Um dia depois já comecei a trabalhar para a English Focus, "a mais nova escola de Brighton, situada em uma região central da cidade, com o excelente preço de 2 libras por hora, ideal para quem já trabalha e precisa estender o seu visto". Descobri que se eu não der certo no Jornalismo, me mudo para o Marketing.
Apesar da tarefa não ser nada fácil - afinal tenho que pescar estrangeiros que estejam morando aqui e não estão matriculados em nenhuma escola -, estou muito satisfeito com esse novo emprego. Trabalho quando quero (10 a 15 horas semanais), tenho contato com centenas de pessoas, voltei a jantar em casa e tenho mais tempo pra me divertir. De quebra, já consegui com que 10 alunos se matriculassem em apenas uma semana.
Ainda sobre empregos, mas dessa vez sem remuneração, uma das coordenadoras da EF (escola em que estudo, não a que trabalho) me chamou à sua sala e disse que um jornal mensal da região leu meu currículo, gostou e quer que eu estagie por três semanas no Caderno de Esportes. Ainda não tenho muitas informações a respeito disso, mas preciso escrever um pequeno artigo para eles terem um parâmetro do nível do meu inglês. Certamente, mesmo sem receber um tostão, esse será o emprego mais importante, pelo menos a longo prazo.

Escrito por Alemão às 00h24
[]
[envie esta mensagem]

BIG 2006 para o BEN de todos!!!

Big Ben, no centro de Londres
Milhares de pessoas nas ruas, bebidas, festa e muitos fogos. Provavelmente Santo André, São Paulo, Guarujá e Praia Grande, cidades onde já passei o Reveillon, estavam assim na noite de 31 de dezembro. Em Londres não foi diferente. Porém, trata-se da capital da Inglaterra, a “capital européia”, terra do Palácio de Buckingham e do Big Ben, enfim, o marco zero da hora mundial.
Cheguei à cidade por volta do meio-dia de sábado, com um amigo e uma amiga brasileiros. Desembarcamos na Victoria Station e começamos a caminhar sem rumo pela capital britânica. A primeira parada foi a Abadia de Westminster, ilustre por ser o local onde os reis são coroados e enterrados. Visitamos só a parte externa, pois precisaríamos desembolsar 8 libras para entrar na igreja.
Ao lado da abadia, o Big Ben. Como era minha segunda vez ao lado do relógio mais famoso do mundo, não fiquei tão impressionado, mas claro que tirei mais algumas fotos. Pegamos o metrô em direção à Tower Bridge, uma das várias pontes que cortam o rio Tamisa e que tem uma vista privilegiada da Torre de Londres, fortaleza que funcionava como prisão séculos atrás. Curiosamente, na outra ponta da Tower Bridge havia uma exposição de fotos de diversas partes do mundo. Entre imagens de vulcões, rios e montanhas, duas me chamaram a atenção: a do Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, e a do Treme-Treme, edifício que fica na avenida do Estado, em São Paulo.
Nossa próxima parada foi a Saint Paul's Cathedral, igreja célebre por ter recebido o casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. Como a entrada também era paga, apenas admiramos a parte externa da catedral e fomos embora. Depois de uma cerveja num pub e uma caminhada pela Oxford Street, principal rua comercial de Londres, voltamos ao Big Ben, por volta das 21h, para esperar a virada.
As ruas centrais começaram a ser fechadas pela polícia, as pessoas chegavam com garrafas de vinho, vodca e latinhas de cerveja (isso porque é proibido beber nas ruas). Um clima de grande expectativa tomou conta de todos. Encontrei meu grande amigo Ricardo, tomamos umas geladas (na verdade, não estavam nem um pouco geladas) e colocamos os assuntos em dia.
Por volta das 23h30, depois de algumas latinhas, ficamos extremamente apertados (pela quantidade de pessoas e pela bexiga, principalmente). Como não havia nenhum banheiro por perto, teríamos de fazer nossa “necessidade” na rua, mas longe de policiais, já que é expressamente proibido urinar em via pública. A rua estava completamente lotada e por isso andamos uns 40 metros por cerca de 20 minutos. Achamos um local para desaguar e, como já eram 23h55, resolvemos ficar lá mesmo.
À meia-noite, começou uma incrível queima de fogos atrás da London-Eye, uma roda-gigante que fica nas margens do rio Tamisa. Para nosso azar, do lugar em que estávamos, havia um prédio impedindo a visão. Sem problemas, pois já vi tanta queima de fogos na minha vida, que essa não faria diferença.
Vinte minutos após a virada, não havia mais ingleses nas ruas, todos já tinham voltado para suas casas. Entretanto, ainda havia muitos brasileiros. Acredito que um terço das pessoas que acompanharam o Ano-Novo no Big Ben eram brasileiros. Talvez a língua portuguesa fosse mais falada que a inglesa naquela noite.
Depois da festa, comemos um lanche e tivemos de esperar até 4h da manhã para pegar um trem com destino a Brighton. Ao chegar na minha cidade, às 5h, esperei mais três horas, dormindo na estação, para pegar o primeiro ônibus e, enfim, voltar pra casa.
Escrito por Alemão às 22h15
[]
[envie esta mensagem]


Abadia de Westminster

Tower Bridge

Fortaleza da Torre de Londres

Exposição de fotos: Pão de Açúcar

Exposição de fotos: Treme-Treme

Alemão e Ricardo em frente ao Big Ben

Relaxando às 19h40
Escrito por Alemão às 22h11
[]
[envie esta mensagem]

Decepção, tristeza e revolta. Mas nem tanto.

Steven Gerrard, capitão do Liverpool
Não era minha intenção escrever mais um texto sobre futebol, mas como várias pessoas perguntaram sobre a opinião dos ingleses a respeito do Campeonato Mundial de Clubes, resolvi abrir uma exceção.
Desde minha chegada na Inglaterra até uma semana antes do início do torneio, não ouvi, vi ou li absolutamente nada sobre esse campeonato. Apenas a revista World Soccer, que faz uma ampla cobertura do futebol mundial, havia escrito uma matéria a respeito. Em razão disso, acreditei que o São Paulo venceria com tranqüilidade, já que o Liverpool não dava tanta importância.
Quando conversava com Tommy, meu host-father e torcedor fanático dos Reds, ele dizia que sabia que seu time jogaria no fim do ano no Japão, mas nem tinha idéia de quem seria o adversário. O mesmo acontecia quando falava com outros ingleses.
Entretanto, depois do início do torneio, percebi que tanto os jogadores ingleses quanto os torcedores queriam muito a conquista do título. Obviamente, não com a mesma intensidade que os são-paulinos. Os jornais passaram a dar mais espaço ao campeonato e, enfim, criou-se um clima de decisão.
Depois de uma vitória convincente sobre o Saprissa na semifinal, o Liverpool chegou à etapa final muito confiante, porém, respeitando o São Paulo. Cheguei a ler algumas notícias em sites brasileiros que o time inglês menosprezou o Tricolor, mas o que senti aqui foi um imenso respeito à equipe paulista.
No dia da decisão, nada de telões, aglomerações em bares ou reuniões entre amigos para assistir ao jogo, como suponho que aconteceu em São Paulo. Mesmo assim, a audiência da TV foi significativa.
Com o título da equipe brasileira, não senti um clima de tristeza, mas sim de revolta entre os torcedores e a imprensa britânica. Nos jornais de segunda-feira li manchetes como “Liverpool é roubado no Japão”, “20 chutes, 17 escanteios, 2 bolas na trave e 3 gols anulados. O que faltou?”, “Bandeirinha acaba com sonho do título inédito”. Mas a frase que mais me chamou a atenção foi “É isso o futebol brasileiro?”.
Definitivamente, todos os meios de comunicação da Inglaterra acreditam que os Reds mereciam a vitória, pois jogaram melhor e foram prejudicados pela arbitragem. Além disso, culparam o técnico Rafa Benitez que, sem explicação, deixou Cisse e Crouch no banco - eles que normalmente são titulares-, e elogiaram o goleiro Rogério Ceni, melhor jogador do campeonato.
Para responder à pergunta do primeiro parágrafo, cheguei à conclusão de que os ingleses levam o Mundial de Clubes bem mais a sério do que eu imaginava até a semana passada. Mas sem dúvida, para eles, a Champions League e até o Campeonato Inglês são bem mais importantes. Vale lembrar que a capa do jornal de segunda-feira foi sobre o jogo entre Arsenal e Chelsea.
Escrito por Alemão às 15h34
[]
[envie esta mensagem]

Guia da Saudade

Bellinha e Pipoca
Há quase três meses na Inglaterra, começo a notar que aquelas frases que cansei de ouvir antes de viajar como "seis meses passam rápido" ou "você nem vai perceber e já estará de volta" faziam sentido.
Depois do primeiro mês, que parecia uma eternidade, os dias agora parecem voar. Ainda bem! Não que eu não goste daqui. Muito pelo contrário. A cidade é excelente e estou aproveitando muito essa experiência. Mas sinto falta de diversas coisas que, se eu pudesse, traria para cá. Em razão disso, decidi fazer um "Guia da Saudade", em que enumero tudo o que queria ter ao meu lado nesse momento:
- Família: Sempre fui muito ligado aos meus pais e à Lu, principalmente no primeiro semestre deste ano, quando passamos a conviver quase 24h por dia juntos. Brigar pra ver quem vai usar o computador, quem vai controlar a Sky, quem vai ficar com o carro ou simplesmente porque estou gordo e não quero fazer exercícios. Estas são algumas das coisas que adoraria estar fazendo agora.
- Carla: Foi o maior obstáculo para a realização dessa viagem. Não por ela, claro, mas por mim. Como eu conseguiria viver seis meses longe da pessoa que eu mais amo? Já passou metade desse tempo. Ao menos mantenho contato com ela freqüentemente via internet.
- Cachorras: No momento que eu estava me apaixonando pela Bellinha e pela Pipoca, tive de deixar o Brasil. Convivi apenas seis meses com elas e ficarei o mesmo período sem vê-las. Além disso, a saudade que sinto pelas minhas cachorras é diferente, já que com a família, namorada e amigos estou sempre em contato. Com as meninas, isso é impossível.
- Pagodes: Não sinto falta da música em si, pois trouxe alguns CDs, mas de ir aos sambas com minha namorada. Saudade de ir ao Consulado da Cerveja nas tardes de sábado pra ver Sensação, Reinaldo, Almir Guineto e, principalmente, Arlindo Cruz.
- Botecos: Os pubs daqui são excelentes. Não tenho do que reclamar. O problema é que são completamente diferentes dos nossos bares. Aqui não se encontra cerveja em garrafa (apenas longneck), engradados (claro, se não tem garrafa...), mesas de alumínio. Sem contar que você é obrigado a pagar sempre antes de consumir, não tem essa de “pôr na conta”.
- Verão: Talvez o meu único arrependimento foi ter escolhido essa época do ano. Não por ser inverno aqui, mas por ser verão aí. Passar o Ano Novo no frio, perder o Carnaval ou simplesmente morar ao lado da praia sem nunca ter ido até ela são situações terríveis para qualquer brasileiro.
Claro que existem outras coisas que sinto falta. A começar pelos amigos. Amigos de infância, do Banco do Brasil, do Stocco, do Singular, da Metodista, da Tlach, além dos meus primos, é claro.
Saudade também dos churrascos, da sinuca no Aramaçan, de dirigir, de ir ao Pacaembu, de ir ao Bruno Daniel, do Camelão, do Satélite, de pastel de chocolate, da ESPN Brasil, da avó Adelina, da avó Alice, da tia Rosa, dos Ciasca, da Socorro, da dona Cida, do sofá da sala, enfim, saudade do Brasil.
Escrito por Alemão às 20h47
[]
[envie esta mensagem]

2 a 1 pra mim, de virada!

Cinema Odeon
Existe algo pior do que perder a carteira com todos os seus documentos? Talvez. Perdê-la duas vezes. Foi exatamente o que aconteceu comigo no último final de semana.
Na sexta-feira, dia 2, realizamos um amigo-secreto com todos os brasileiros da EF. Após trocarmos os presentes, não achava minha carteira em lugar algum. Depois de 20 minutos de desespero, meu amigo Antonio a encontrou no chão, ao lado de umas plantas, para o meu alívio.
Entretanto, pra quem acredita em destino, o que estava previsto finalmente aconteceu. No domingo, na hora do almoço, fui me trocar para sair e não achei a carteira de novo. Vasculhei por toda a casa, com a ajuda do Marco e da velha. Nada. Definitivamente a perdi. Provavelmente, no dia anterior, deixei-a cair do bolso da minha jaqueta no ônibus ou na rua. Fui à policia, à empresa de ônibus e em todos os lugares possíveis.
Dentro dela estavam meu R.G., meu passe de ônibus que venceria apenas no dia 26, carteira de estudante, registro da Policia Federal Britânica, carteirinha da escola, cartão para colocar créditos no celular, além do cartão de crédito, que bloqueei logo em seguida.
Mesmo arrasado, fui ao Cyber Café assistir à decisão do Campeonato Brasileiro. Para piorar o meu humor, o rapaz que colocava a transmissão no ar pela internet escreveu o seguinte recado no Orkut: "Fudeu, não estou conseguindo conectar a Globo Internacional". Após 15 minutos de jogo, o cara descobriu um canal da Itália que transmitia a partida. Assisti ao jogo do tetracampeonato em italiano!
O título alvinegro serviu para esquecer momentaneamente que estava sem meus documentos. Alguns dirão "como você pode comparar a perda de uma carteira com um simples titulo do Corinthians?". Outros falarão "como você compara o título do Timão com uma simples perda de carteira?". Para mim, ambos eram muito importantes.
Depois do baque da manhã de domingo e da alegria daquela tarde, voltei à empresa de ônibus, na segunda-feira, para saber se tinham achado algo. Como a resposta foi negativa, decidi ir a uma agência de empregos e ver se me arrumavam algum bico para o fim de semana. Afinal, tinha que começar a sair do prejuízo.
Ao chegar na Blue Arrow, ouço a seguinte pergunta: "Fernando, gostaria de trabalhar durante o mês de dezembro, de segunda a sexta, das 17h às 21h, no cinema Odeon?". Claro que a proposta não era para ser ator, mas obviamente aceitei.
Comecei no mesmo dia, o gerente de limpeza me passou as informações necessárias e pus a mão na massa. Minha tarefa é verificar todos os banheiros do cinema, colocar papel higiênico, puxar a descarga quando alguém "tiver esquecido" (ainda bem que banheiro de cinema não é igual ao de boteco) e trocar os lixos quando estiverem cheios (em latas espalhadas pelo cinema, lembre-se que aqui não existe lixo nos banheiros, graças a Deus). Um trabalho bem tranqüilo para um salário de 110 libras por semana.
O domingo, que começou desastroso, terminou feliz. E a segunda-feira, que começou com a sensação de um simples empate, terminou com uma grande vitória.

Escrito por Alemão às 21h46
[]
[envie esta mensagem]

Off Topics

- Já faz algum tempo, mas vale o registro. Em meu segundo campeonato de sinuca, não tive a mesma felicidade que o primeiro. Entrei como grande favorito, cheguei à decisão mesmo sem jogar bem, mas na final tive uma atuação desastrosa. Perdi o título para um português e a chance de embolsar mais 16 libras.
- Há duas semanas, durante uma prova, o alarme de incêndio da EF disparou. Os alunos foram obrigados a deixar o prédio e ficar na rua (num frio de 5 graus) até o Corpo de Bombeiros chegar. Felizmente não se tratava de incêndio algum, a sirene tocou pois os aquecedores da escola apresentaram problemas. Detalhe, os bombeiros chegaram 15 minutos depois de terem sido chamados.
- Meu colega de quarto Marco comprou um laptop. Agora posso acessar a internet com mais freqüência, na hora que eu quiser. Claro, quando ele não estiver usando.
- É surpreendente a paixão dos ingleses pelo Rugby, o segundo esporte mais popular do Reino Unido. No último sábado, dia 26, assisti à partida entre Inglaterra e Austrália em um pub lotado. Fiquei espantado com a quantidade de, digamos, "sapatas" que cultuam essa modalidade.
- Para se ter uma idéia do quanto minha host-mother é gente boa, no último domingo eu estava vendo TV no meu quarto, quando, do nada, ela entrou, desligou o aparelho e saiu, sem dizer uma palavra. Perguntei o que tinha acontecido e ela respondeu: "Televisão só à noite, de dia você tem de estudar", acredita?
- Descobri uma maneira de assistir às partidas do Corinthians pela net. No jogo contra a Ponte Preta, depois do gol de falta do Coelho, o dono do Cyber Café onde eu estava me deu uma bronca por estar fazendo "muito escândalo".
- Há mais de dois meses aqui, aprendi várias palavras e expressões novas em inglês. Mas não adianta. Sempre quando leio um aviso em uma porta, escrito "push", eu não empurro, eu puxo.
Escrito por Alemão às 11h31
[]
[envie esta mensagem]

Só faltou um golzinho!

Old Trafford
Terca-feira, 22 de novembro de 2005. Finalmente chegou o dia de assistir a Manchester United e Villareal, pela Champions League. Levantei às 7h30, tomei banho, acordei meu colega mexicano, comi um pão torrado, vesti a camisa do campeão brasileiro de 2005, além de blusa, luva e gorro. Rapidamente, fomos até o centro de Brighton, encontramos alguns amigos e, por fim, pegamos o ônibus com destino a Manchester.
Curiosamente, eu era o único brasileiro na excursão. Havia diversos coreanos, em razão da equipe inglesa ter contratado Park Ji Sung recentemente. A outra parte era composta por latinos. Certamente, foi o dia que mais falei espanhol em toda a minha vida.
Depois de quase 6 horas de viagem, chegamos ao estádio Old Trafford por volta das 17h. Descemos do busão e fomos caçar uma barraquinha pra tomar uma "gelada". Procuramos por toda parte até descobrirmos que é proibido vender bebida alcoólica nas ruas inglesas. Sem problemas. Comemos um hambúrguer e fomos para o estádio.
Como os portões só abririam uma hora antes da partida, decidimos conhecer a loja oficial do Manchester. Um lugar fantástico, onde se encontra tudo sobre o time. Camisas, bandeiras, pôsteres, quadros, brinquedos, bolas, chaveiros e revistas, tudo com a logomarca da equipe. Às 18h15 deixamos a loja e pegamos a fila.
Entregamos os ingressos, passamos por um pequeno corredor e subimos uma escada até chegar na parte onde ficam os bares. Infelizmente, escolhi o dia errado para ir ao jogo. Em partidas da Champions League, é proibido vender cerveja dentro do estádio. Comprei um chocolate quente e, enfim, adentrei a arena.
Fiquei maravilhado quando vi aquela infinidade de cadeiras vermelhas contrastando o verde do gramado. Um funcionário vestindo um colete amarelo mostrou qual era a cadeira de cada um. Mesmo estando num lugar alto e atrás do gol, me impressionei com a ótima visão que tinha do campo, bem diferente da maioria dos estádios brasileiros.
Dez minutos antes de começar a partida, mais de 65 mil pessoas tomaram seus assentos de maneira extremamente rápida e tranqüila. Os times entraram em campo juntos, perfilados, e para minha tristeza (pra não dizer desespero) Riquelme estava machucado e não iria jogar. Entretanto, craques como Rooney, Cristiano Ronaldo, Van Nistelrooy e Sorin já valiam o preço do ingresso.
A outra grande decepção, além da ausência de Riquelme, foi o comportamento da torcida inglesa. Eles gritavam por 30 segundos e calavam-se por 5 minutos. Em várias oportunidades, os 500 torcedores espanhóis "dominaram" o estádio. Além disso, depois do jogo, um fraco 0 a 0 em casa, os fãs do United aplaudiram a equipe. Se fosse no Pacaembu, já ia ter gente tentando invadir o vestiário.
Mesmo um pouco insatisfeito, sem ter visto sequer um golzinho, deixei o Old Trafford muito contente. Foi uma experiência maravilhosa conhecer o estádio de um dos maiores times do mundo, em uma partida de Champions League. Definitivamente, jamais esquecerei esse dia. E pra quem não lembra, não paguei nem um centavo por isso.




Escrito por Alemão às 23h02
[]
[envie esta mensagem]

|