BIG 2006 para o BEN de todos!!!

Big Ben, no centro de Londres
Milhares de pessoas nas ruas, bebidas, festa e muitos fogos. Provavelmente Santo André, São Paulo, Guarujá e Praia Grande, cidades onde já passei o Reveillon, estavam assim na noite de 31 de dezembro. Em Londres não foi diferente. Porém, trata-se da capital da Inglaterra, a “capital européia”, terra do Palácio de Buckingham e do Big Ben, enfim, o marco zero da hora mundial.
Cheguei à cidade por volta do meio-dia de sábado, com um amigo e uma amiga brasileiros. Desembarcamos na Victoria Station e começamos a caminhar sem rumo pela capital britânica. A primeira parada foi a Abadia de Westminster, ilustre por ser o local onde os reis são coroados e enterrados. Visitamos só a parte externa, pois precisaríamos desembolsar 8 libras para entrar na igreja.
Ao lado da abadia, o Big Ben. Como era minha segunda vez ao lado do relógio mais famoso do mundo, não fiquei tão impressionado, mas claro que tirei mais algumas fotos. Pegamos o metrô em direção à Tower Bridge, uma das várias pontes que cortam o rio Tamisa e que tem uma vista privilegiada da Torre de Londres, fortaleza que funcionava como prisão séculos atrás. Curiosamente, na outra ponta da Tower Bridge havia uma exposição de fotos de diversas partes do mundo. Entre imagens de vulcões, rios e montanhas, duas me chamaram a atenção: a do Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, e a do Treme-Treme, edifício que fica na avenida do Estado, em São Paulo.
Nossa próxima parada foi a Saint Paul's Cathedral, igreja célebre por ter recebido o casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. Como a entrada também era paga, apenas admiramos a parte externa da catedral e fomos embora. Depois de uma cerveja num pub e uma caminhada pela Oxford Street, principal rua comercial de Londres, voltamos ao Big Ben, por volta das 21h, para esperar a virada.
As ruas centrais começaram a ser fechadas pela polícia, as pessoas chegavam com garrafas de vinho, vodca e latinhas de cerveja (isso porque é proibido beber nas ruas). Um clima de grande expectativa tomou conta de todos. Encontrei meu grande amigo Ricardo, tomamos umas geladas (na verdade, não estavam nem um pouco geladas) e colocamos os assuntos em dia.
Por volta das 23h30, depois de algumas latinhas, ficamos extremamente apertados (pela quantidade de pessoas e pela bexiga, principalmente). Como não havia nenhum banheiro por perto, teríamos de fazer nossa “necessidade” na rua, mas longe de policiais, já que é expressamente proibido urinar em via pública. A rua estava completamente lotada e por isso andamos uns 40 metros por cerca de 20 minutos. Achamos um local para desaguar e, como já eram 23h55, resolvemos ficar lá mesmo.
À meia-noite, começou uma incrível queima de fogos atrás da London-Eye, uma roda-gigante que fica nas margens do rio Tamisa. Para nosso azar, do lugar em que estávamos, havia um prédio impedindo a visão. Sem problemas, pois já vi tanta queima de fogos na minha vida, que essa não faria diferença.
Vinte minutos após a virada, não havia mais ingleses nas ruas, todos já tinham voltado para suas casas. Entretanto, ainda havia muitos brasileiros. Acredito que um terço das pessoas que acompanharam o Ano-Novo no Big Ben eram brasileiros. Talvez a língua portuguesa fosse mais falada que a inglesa naquela noite.
Depois da festa, comemos um lanche e tivemos de esperar até 4h da manhã para pegar um trem com destino a Brighton. Ao chegar na minha cidade, às 5h, esperei mais três horas, dormindo na estação, para pegar o primeiro ônibus e, enfim, voltar pra casa.
Escrito por Alemão às 22h15
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Abadia de Westminster

Tower Bridge

Fortaleza da Torre de Londres

Exposição de fotos: Pão de Açúcar

Exposição de fotos: Treme-Treme

Alemão e Ricardo em frente ao Big Ben

Relaxando às 19h40
Escrito por Alemão às 22h11
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